A arte de Saber Fazer

O saber-fazer é a transmissão de um conhecimento já adquirido; é fazer algo que já se sabe, correspondendo a uma atitude de ser e estar advinda da moral, do conhecimento dos seus limites e da reflexão sobre o fazer em si.

Ao longo da nossa vida aprendemos a andar, aprendemos a falar, aprendemos a descrever situações, aprendemos a ser simpáticos com um aniversariante, aprendemos a conter-nos numa situação de conflito, aprendemos significados, aprendemos nomes de países etc. Mas pertencerão estas competências ao mesmo domínio?

A aprendizagem incide em vários tipos de aquisições, ou seja, quando aprendemos podemos adquirir competências em três níveis diferentes:

Domínio cognitivo (Saber-Saber)
Corresponde às aprendizagens relacionadas com o pensamento lógico e com as operações intelectuais; são exemplos dessas aprendizagens a compreensão de uma teoria, de conceitos, aprendizagem de regras e de códigos.

Domínio psico-motor (Saber-Fazer)
Corresponde às aprendizagens relacionadas com movimentos do corpo, com a capacidade de manipular fisicamente objectos, como seja manipular ferramentas ou utensílios para realizar uma tarefa, resolver situações problema que requerem destreza motora ou a coordenação de movimentos altamente especializados).

Domínio sócio-afectivo (Saber-Ser/Saber-Estar)
Corresponde às aprendizagens realizadas no domínio social e afectivo, o que corresponde aos sentimentos, atitudes, comportamentos, à capacidade de adaptação às mudanças, à capacidade de estabelecer novas relações pessoais, capacidade de enfrentar desafios.

Poucas são as situações de aprendizagem que ocorrem exclusivamente num domínio. Sempre que nos referimos a aprendizagem estamos a referir-nos aos três níveis de saber: saber-saber, saber-fazer e saber-ser/saber-estar; muito embora, em determinadas situações, um domínio possa ser mais utilizado que outro.

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A aprendizagem tem um carácter pessoal. O objectivo da aprendizagem não está em si mesma, mas nos seus efeitos, nas modificações que opera no comportamento exterior, observável do sujeito, no processo de adaptação ao meio.

O saber-fazer é intrínseco das profissões por meio do conhecimento como solução para as demandas emitidas pela sociedade. Sabe-se que, para fazer algo, é necessário ir atrás do conhecimento para executá-lo. Saber-fazer é propagar o que foi aprendido por meio da vivência social.

Para a realização de qualquer atividade, é necessário um saber prévio, quer seja intuitivo, técnico ou teórico. Assim, ao fazer alguma atividade utilizando um conhecimento prévio, este pode ser transformado ou mesmo originar algo novo. Nesse sentido, para a aquisição de habilidades o conhecimento é necessário, pois ele será o responsável pelas consequências vindas de tal atitude.

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